O diabetes mellitus tipo 1 é diagnosticado, geralmente, durante a infância ou a adolescência, quando o corpo deixa de produzir insulina e os níveis de glicose no sangue começam a subir.

Quer descobrir mais sobre o diabetes tipo 1 e quais os sintomas que ele provoca? Confira o nosso post!

O que é o diabetes tipo 1?

No diabetes tipo 1, as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, são destruídas. Sem insulina, as células do organismo não conseguem captar a glicose do sangue e acabam ficando sem uma importante fonte de energia.

Para compensar, o corpo começa a queimar gordura e músculo e a produzir mais glicose, fazendo com que a glicemia suba muito e parte dessa glicose acabe saindo pela urina.

O que causa esse diabetes?

A causa do diabetes tipo 1 não é completamente esclarecida, mas, em geral, há uma combinação de fatores genéticos e ambientais que fazem com que surjam anticorpos contra as células do pâncreas produtoras de insulina.

Quais os sintomas do diabetes tipo 1?

  • cansaço;
  • perda de peso;
  • aumento da produção de urina (poliúria);
  • aumento da sede (polidipsia);
  • desidratação;
  • piora súbita da visão;
  • aumento do apetite (polifagia);
  • alterações de humor;
  • sonolência ou agitação;
  • náuseas e vômitos.

Esses sintomas surgem de um dia para o outro?

Não. Os sintomas costumam surgir ao longo de algumas semanas e vão piorando até que a pessoa inicie um quadro de cetoacidose diabética, no qual o corpo começa a entrar em um estado de coma que pode ser fatal.

Como diagnosticar o diabetes tipo 1?

Se os sintomas de diabetes já apareceram, uma única glicemia capilar com resultados acima de 200 mg/dL é suficiente para o diagnóstico. Fora isso, é necessário ter duas glicemias de jejum alteradas ou um teste de tolerância oral à glicose alterado — exame no qual se mede a glicemia duas horas após a ingestão de um líquido com alta carga de açúcar.

Como o diabetes tipo 1 é tratado?

Como o problema é a falta de insulina, o tratamento é baseado na aplicação de injeções de insulina diversas vezes ao dia para simular a produção natural do hormônio pelo pâncreas.

Normalmente, são feitas duas ou três doses fixas de uma insulina de longa ação, como a NPH, e doses variadas de uma insulina de curta duração, como a insulina regular ou lispro, de acordo com a glicemia capilar antes das refeições.

Além disso, é importante manter uma dieta bem saudável, evitar alimentos com muita glicose, como doces, refrigerantes, massas, pães e biscoitos, e praticar exercícios físicos regularmente.

Não deve haver restrição de carboidratos em crianças e adolescentes com DM 1 para evitar efeitos deletérios principalmente no crescimento. O ideal é a criança ter um apoio nutricional e de preferencia aprender a fazer a contagem de carboidratos que vai dar a ela uma referencia do uso de insulina antes das refeições.

É fácil manter esse tratamento?

O tratamento do diabetes tipo 1 não é difícil, mas demanda muita disciplina do indivíduo diabético e da sua família. Qualquer alteração na dieta, infecção ou esquecimento da aplicação de insulina pode alterar o equilíbrio do organismo, descontrolar a glicemia e evoluir para cetoacidose diabética.

É possível também que a insulina seja aplicada em excesso e a pessoa tenha uma crise de hipoglicemia, que deixa o sangue praticamente sem glicose e pode ser fatal. Para garantir um controle adequado e uma boa qualidade de vida, é essencial um acompanhamento rigoroso com um endocrinologista, o médico especializado em doenças hormonais.

Agora que você já sabe tudo sobre o diabetes tipo 1, agende sua consulta com um endocrinologista!